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SUA MAQUIAGEM REVELOU UM SEGREDO CRU3L

O resto

Aline Gomes de Souza adorava usar maquiagem. Passava horas testando produtos e sonhava em trabalhar no mundo da beleza. No entanto, seus amigos começaram a notar algumas mudanças na jovem. Sua maquiagem ficava mais pesada todos os dias. Ela disse que era porque estava mudando seu estilo de maquiagem. Quando ela tentou quebrar esse ciclo, o que parecia comum terminou de uma forma tão cruel que ninguém ao seu redor pôde impedir.

 

Nascida em 18 de junho de 1999, Aline Gomes de Souza tinha apenas 20 anos quando tudo aconteceu. Foi em abril de 2020, em Cuiabá, no estado de Mato Grosso — o estado com o maior índice de feminicídios durante a pandemia. Aline foi descrita como muito cativante. Fez amizade com muitos. Era fácil conviver com ela, além de ser muito educada. Na época dos acontecimentos, Aline trabalhava como caixa em um supermercado atacadista da região.

 

E embora estivesse no cargo há pouco tempo, já havia formado laços. Fez vários amigos e alguns se tornaram colegas. Com sua personalidade alegre e vibrante. Um dos maiores talentos de Aline era se maquiar. Ela nunca tinha feito nenhum curso na área. No entanto, já possuía habilidades próprias de um profissional. Ela sabia como fazer maquiagem de todos os estilos, desde o mais básico ao mais elaborado, mesmo para eventos formais e casamentos.

 

Por ser muito boa nisso, Aline costumava convidar suas amigas do trabalho e da escola para ir à sua casa, e elas passavam horas lá se maquiando. Esse era um de seus passatempos favoritos: ficar conversando e rindo enquanto fazia vários delineados e contornos labiais. A irmã de Aline, chamada Karine, disse que ela tinha muitos sonhos, mas o objetivo principal era melhorar sua técnica de maquiagem, aprender vários estilos e, no futuro, tornar-se professora na área de beleza e estética.

 

Acontece que, com o passar do tempo, os colegas de trabalho de Aline começaram a perceber que a maquiagem com que ela costumava ir trabalhar voltava a cada vez mais carregada. Ela parecia muito bem arrumada no trabalho, mesmo com um horário exigente, da manhã à noite. No final da tarde, aparecia com maquiagem e penteados elaborados para festas, como se a cada dia saísse do trabalho direto para um grande evento. Esse comportamento de Aline começou a causar alguma estranheza em seus colegas.

 

E quando descobriram a razão por trás de toda essa produção, perceberam que o assunto era muito mais preocupante do que imaginavam. Mas antes de falarmos sobre isso, precisamos voltar um pouco atrás no tempo. Quando Aline tinha apenas 16 anos. Naquela época, ainda era uma adolescente que estava no ensino médio. Ela era muito alegre e feliz. Gostava muito de dançar e conversar com todos. E foi durante esse período que, através do Facebook, Aline acabou conhecendo alguém: Raoni Silva de Jesus.

 

Estudante, legalmente 7 anos mais velho que ela. Na época do incidente, ela tinha 20 anos e ele 27. Ambos moravam em Cuiabá. No início do relacionamento, Raoni parecia um jovem bondoso, que respeitava a família, era muito educado e muito religioso. E é por isso que, daqui a pouco, Aline e Raoni começaram a morar juntos. Raoni fez questão de tratar a mãe de Aline com muito respeito, sempre se mostrando um “bom menino”, falando sempre em nome de Deus e chamando-a de “minha querida sogra”.

 

Algumas semanas depois, Aline estava completamente apaixonada por Raoni, e ele foi morar com ela na casa de sua mãe, já que ele próprio insistiu em se mudar para lá. Mas apenas três meses de convivência foram suficientes para a família apagar a imagem do “bom menino” que Raoni mostrava e entender o perfil violento do jovem. Isso porque, a princípio de uma forma muito sutil, ele começou a reclamar de algumas coisas no comportamento de Aline, forçando-a a aprender a cozinhar apenas para seu prazer

Ele começou a se dirigir a ela várias vezes com linguagem obscena, humilhando-a na frente de seus parentes e causando várias brigas familiares. Acontece que foi precisamente nesse período que Aline descobriu que estava grávida de Raoni. Por causa dessa gravidez, Aline acabou abandonando os estudos quando faltava apenas um ano para se formar. Após a gravidez, ela foi morar sozinha em um apartamento com Raoni.

O apartamento pertencia à família dele e ficava no bairro Chácara dos Pinheiros, lá na capital. Foi precisamente nesse período em que começaram a viver sozinhos que o relacionamento se arruinou por completo. Ele proibiu Aline de manter amizades, sejam com homens ou mulheres, idosos ou mais jovens. Resumindo, ela não conseguia falar com mais ninguém. Além do mais, ele também proibiu Aline de ter um celular, e ela precisava usar o dele para poder falar com sua família.

Até que sua mãe começou a se preocupar com a falta de contato com a filha, já que ela sempre dava a desculpa de que não podia enviar mensagens porque o celular de Raoni estava quebrado. Mas quando o bebê do casal nasceu, a situação, em vez de melhorar, acabou piorando, desde que Raoni começou a usar o próprio filho para ameaçar e chantagear Aline, manipulando-a para mantê-la presa nesse relacionamento.

Em caso de qualquer mal-entendido, ele ameaçaria fugir com o filho, dizendo a Aline que ela não voltaria a ver a criança. Por muito tempo, Aline foi vítima dessas ameaças de Raoni e sofreu muito nas mãos dele. No entanto, embora sua família a aconselhasse a terminar o relacionamento, ela amava muito Raoni e terminava acreditando nas mudanças de comportamento que ele dizia que teria.

Ao longo de todos esses anos, Aline fez várias tentativas de se separar dele. Mas sempre que isso acontecia, ele explodia e levava o filho do casal embora, devolvendo-o apenas quando ela concordava em reatar o relacionamento. Além de estar ligada a ele pelo filho, ela também era vítima de violência patrimonial, já que Raoni confiscou todo o salário de Aline. O dinheiro que ela ganhava no supermercado. Ou seja, ela nem sequer tinha o seu próprio dinheiro e era totalmente controlada por ele.

Na tentativa de esconder o que estava acontecendo de todo mundo, Aline aplicava maquiagem com precisão para esconder as marcas dos ataques que sofria nas mãos de seu parceiro. Uma colega de trabalho de Aline, chamada Lauriane, relatou que, no início, a jovem ia trabalhar com maquiagem normal, muito simples, mas ela se tornou cada vez mais pesada.

Nada no comportamento de Aline atraiu a atenção de seus colegas, já que ela ainda parecia feliz e disposta a ajudar os necessitados. Então, a princípio, eles não suspeitaram de que a maquiagem era, na realidade, um meio de guardar um segredo. O que fez os colegas suspeitarem, na verdade, foi quando Aline faltou ao trabalho sem dar nenhuma razão. A amiga teve que insistir muito para descobrir o que havia se passado, quando Aline finalmente contou que estava sendo agredida pelo seu parceiro.

A partir daquele dia, seus companheiros começaram a juntar as peças do quebra-cabeça, percebendo que Aline sempre tinha alguma marca, seja no rosto ou no corpo, que nem sequer a maquiagem conseguiu esconder. O gatilho foi quando Aline apareceu com um olho roxo no supermercado. Os funcionários decidiram chamá-la para conversar em uma sala privada, perguntando se ela precisava de ajuda. Mas ela sempre mudava de assunto, dando alguma desculpa, como a de que tinha caído no banheiro ou esbarrado em alguma coisa.

As marcas começaram a se tornar cada vez mais frequentes e mais evidentes. E Aline comprava cada vez mais maquiagem, chegando ao ponto de comprar três bases de diferentes marcas, de alta cobertura. Até que um dia, seus colegas de trabalho perceberam que um homem estava observando Aline do estacionamento do mercado, prestando atenção em tudo que ela estava fazendo e com quem estava falando.

Seus colegas então descobriram que esse homem era Raoni, marido de Aline, que sempre a observava enquanto ela trabalhava. Até aquele dia em que, com um dos clientes que Aline atendia, Raoni saiu do camarote sorrindo. Ele ameaçou atacar o homem, embora no fim tenha desistido. Não foi a primeira vez que Raoni seguiu a esposa até mesmo para o trabalho. Mas, apesar de todo o sofrimento, Aline continuou mantendo o segredo da família, pois queria proteger seu filho de qualquer possível retaliação por parte de seu parceiro.

Além de agressões físicas, psicológicas e patrimoniais, Aline também era vítima de constantes traições de seu marido. Ela sempre acabava perdoando-o por essas traições. Até mesmo uma delas aconteceu dentro da própria casa dele. Naquela ocasião, Aline pediu ao pai que a procurasse no apartamento onde o casal morava, dizendo que havia encontrado Raoni na cama com outra mulher.

Ela terminou retornando para a casa de sua família, mas Raoni continuava ligando, pedindo desculpas e chorando, até mesmo dizendo que tiraria a própria vida se ela não voltasse com ele. Ele, então, mais uma vez, usou seu filho de apenas meses de idade para chantagear Aline e fazê-la voltar para ele. Naquele dia, a família de Aline até conseguiu levá-la a uma delegacia de polícia para relatar que Raoni havia levado o filho do casal.

Mas ele disse que iria à delegacia para devolver a criança. Acontece que, quando Aline se aproximou do veículo dele para pegar o filho no colo, ele começou a acelerar o carro; e foi somente quando a polícia interveio que se conseguiu recuperar o veículo para a criança. Nos últimos meses, como resultado do ocorrido, as brigas se tornaram cada vez mais frequentes, assim como as agressões. Durante um encontro no supermercado, Raoni chegou ao ponto de expulsar Aline da festa.

Expulsando-a e dizendo que as roupas que ela estava usando eram muito curtas, que mostravam demais o seu corpo, e exigindo que ela voltasse para o lar. Cansada de todas essas humilhações e agressões, algumas semanas antes do incidente, Aline finalmente teve a coragem de deixar o marido. Ela terminou o casamento com Raoni, mas ele não dava ouvidos à razão e não aceitava o término.

Com o fim do casamento, Raoni começou a ameaçar tirar a vida de Aline. E depois de uma semana inteira dessas ameaças, a mãe de Aline decidiu se mudar para o apartamento onde eles moravam, em uma tentativa de intervir no relacionamento e tentar salvar a vida da filha. Mas, infelizmente, não foi o caso. Não funcionou. Na época do evento, desde que se separaram, Raoni não morava mais no condomínio em Chapada dos Bandeirantes, e precisava de autorização para entrar.

O que Aline concedia às vezes, porque ele tinha que ir lá para procurar seu filho. Até o dia 2 de abril de 2020, uma quinta-feira à noite, por volta das 20h40, as câmeras de segurança do condomínio registraram a chegada de Raoni ao prédio, após a autorização de Aline. E logo em seguida, eles começaram a discutir. O que Aline não sabia era que ele estava carregando uma faca.

E, sem que ela esperasse, ele começou a bater nela várias vezes, isso enquanto ela estava com o filho. Mesmo ferida, as câmeras do condomínio gravaram a fuga de Aline pelo pátio para entregar a criança do casal a um vizinho. Ela conseguiu entregar a criança com segurança ao vizinho através de um portão e, em seguida, continuou sua fuga pelos corredores do edifício.

Infelizmente, ela foi alcançada novamente por Raoni, que desferiu mais de 20 ferimentos de faca nas costas da jovem. Nas imagens da câmera, é possível ver a jovem correndo e Raoni vindo logo atrás, correndo em alta velocidade em sua direção. Minutos depois, o homem passou por ali novamente, mas desta vez sozinho. Após ser ferida, ela caiu no estacionamento e permaneceu lá. Naquele momento, vários vizinhos testemunharam e ouviram Aline gritando por socorro.

Após o ataque, Raoni correu em direção ao seu carro, um Corsa Classic branco, e fugiu do local em alta velocidade. Ao sair do condomínio, ele até quebrou a barreira que dava acesso ao edifício. Os vizinhos ficaram muito assustados com o que acontecia. Quando isso aconteceu, eles imediatamente ligaram para a Polícia Militar e para o serviço de emergência. Mas quando as equipes chegaram ao local e confirmaram que Aline, infelizmente, já estava sem vida.

Infelizmente, ela não resistiu aos ferimentos. Foi feita uma avaliação pericial do edifício e, após os eventos, o corpo da jovem foi levado para o Instituto Médico Legal. Dois acontecimentos chocaram muito os vizinhos. O primeiro foi que nem mesmo o fato de estar em um local público, com várias testemunhas na área comum do prédio, impediu Raoni de cometer esse crime.

E o segundo era o fato de que Aline conseguiu salvar a vida do próprio filho antes de perder a sua própria, pois temia que a criança acabasse também sofrendo a ira do pai. Outra coisa que chamou a atenção foi que o segurança do prédio viu o momento em que Aline partiu fugindo de Raoni. Mas ele não fez nada. Ele simplesmente não interveio no episódio.

Horas depois, a polícia mal tinha começado a procurar por Raoni, quando ele mesmo decidiu se entregar. Ainda na madrugada de sexta-feira, 3 de abril, algumas horas depois do ocorrido, Raoni decidiu se render na delegacia especializada em crimes de trânsito, localizada na BR-364, em Cuiabá. E de lá ele foi transferido para a DHPP, que era responsável pela pesquisa, onde forneceu uma declaração perante o delegado e confessou o que aconteceu.

Posteriormente, um juiz que analisou o caso declarou que, depois de ter cometido o crime de forma covarde, Raoni apenas apareceu na delegacia por medo de represálias dos parentes da vítima. Portanto, a sua apresentação espontânea não se deveu a arrependimento ou vontade de pagar por aquilo que fez, mas por medo. E, depois de ser preso, Raoni ainda contou uma versão absurda sobre a motivação do crime.

Ele disse ao delegado que tirou a vida de Aline após ter descoberto sua traição através do WhatsApp Web. Raoni disse que descobriu que Aline estaria conversando com um amigo sobre um suposto caso extraconjugal. Desconfiando de traição, ele usou o aplicativo WhatsApp Web, um aplicativo que permite espelhar a conta no computador, para descobrir a “traição”.

Através desse recurso, é possível utilizar a aplicação no computador e no celular simultaneamente sem prévio aviso. Em outras palavras, Aline não sabia que seu marido estava invadindo sua privacidade. Raoni, então, teria visto uma suposta troca de mensagens e ficou irritado com esse fato, tendo ido procurar por Aline no dia dos acontecimentos, usando como desculpa o fato de que queria ver o seu filho.

Ao chegar lá, ele a teria questionado sobre essa suposta traição. Só no final de sua declaração ao delegado, ele disse que estava “completamente arrependido de ter tirado a própria vida dela”. Como o crime foi motivado por ciúmes em um contexto de violência doméstica, Raoni foi preso em flagrante por feminicídio agravado e uso de meios cruéis, cuja punição, naquela época, estava na faixa de 12 a 30 anos de prisão.

Ele foi transferido para uma unidade prisional em Várzea Grande, onde aguardou o julgamento na prisão. Enquanto o processo estava avançando, a família de Aline estava se mobilizando para exigir justiça devido ao caso, e também para refutar a versão de uma suposta traição que Raoni alegou.

Uma amiga de Aline, Jéssica, disse que a traição nunca aconteceu, já que o casal estava separado. Ela disse: “Eles não faziam mais isso. Eles não estavam juntos. Ele foi visitar o filho. Ela morava num condomínio fechado com entrada autorizada. Essa versão da traição é dele, claro, para que a vítima sempre acabe sendo culpada. E, mesmo que tivesse havido traição, ele não teria o direito de tirar isso dela. Ninguém deve tirar a vida de ninguém, exceto em circunstâncias de legítima defesa”, concluiu a amiga.

Amigos e familiares de Aline criaram uma página nas redes sociais intitulada “Todos por Aline Gomes”, onde realizaram várias publicações, incluindo reivindicações de que a jovem estava em um relacionamento abusivo e era constantemente agredida por Raoni. Os outros conteúdos da página exigiam justiça no caso de Aline, e eles também retrataram outros casos de feminicídio.

“Queríamos mostrar a todos, alcançando até pessoas importantes, a barbárie que ele cometeu. Também percebemos que era essencial demonstrar que esse crime continua a ocorrer com outras mulheres”, disse Lauriane, uma amiga de Aline. Em 23 de abril daquele ano, a Justiça negou um pedido de liberdade, feito pela defesa de Raoni. Alegavam que não havia motivos que justificassem mantê-lo preso e exigiram a libertação imediata do acusado.

No entanto, o Ministério Público optou por manter a prisão de Raoni, já que, segundo o juiz, a prisão era necessária para garantir a ordem pública, considerando a gravidade do crime e o comportamento do acusado. O juiz também destacou que Raoni poderia cometer outros crimes e até mesmo tentar fuga. A primeira audiência sobre o incidente ocorreu em 19 de outubro.

Nela, várias testemunhas prestaram seus depoimentos. Raoni, apesar de ter confessado tudo, ainda apelou para poder responder pelo crime em regime semiaberto — modalidade na qual a pena é cumprida trabalhando de dia fora da prisão e retornando apenas para dormir. No entanto, a Justiça negou seu pedido novamente.

Até dois anos depois, no dia 4 de abril de 2022, Raoni Silva de Jesus foi finalmente levado a um julgamento popular. O julgamento foi realizado no primeiro tribunal criminal de Cuiabá e, durante a sessão, a defesa de Raoni tentou reduzir sua pena, alegando que ele agiu sob forte emoção após a descoberta de uma suposta traição entre Aline e um colega de trabalho — algo que nunca foi comprovado até hoje.

No entanto, o juiz do caso não concordou com esse argumento. Ao analisar que ainda havia indícios de que o crime foi premeditado, ele disse: “Toda essa história demonstra que o acusado teve tempo para premeditar o ataque, ao não aceitar o fato de que sua então parceira já não estava satisfeita com o casamento e que pretendia se separar, revelando o motivo vil.”

“Foi uma ação perpetrada por ele em virtude de um sentimento de posse sobre a vítima”, concluiu o magistrado. Então, no início da noite, o acusado Raoni Silva de Jesus foi condenado a 20 anos de prisão em regime inicialmente fechado. O juiz também negou um novo pedido de liberdade proposto pela defesa, já que, segundo ele, Aline foi vitimada de uma maneira hedionda e covarde, com mais de 20 ferimentos por arma branca, a maioria deles na região das costas.

Em fevereiro de 2023, o tribunal negou mais uma vez o pedido da defesa de Raoni, que pedia a redução da sua pena. Portanto, sua sentença foi ratificada. Mesmo depois da condenação, a mãe de Aline diz que a perda da filha ainda lhe causa muita dor, uma sensação de dor e vazio. Ela disse: “É uma saudade que sempre estará presente. Vai voltar, isso nunca acontece.”

“Não tenho muito conhecimento, mas se eu puder lutar para que outras meninas, mulheres e jovens não passem por isso, eu lutarei”, disse a mãe. Após o caso, a família participou de várias demonstrações e eventos sobre os temas da violência contra as mulheres e feminicídio, relembrando a história de Aline.

Atualmente, a mãe dela tem a guarda de seu neto de 10 anos e dedica cada dia a fazê-lo crescer em um ambiente seguro, longe das memórias dolorosas do passado, longe do ciclo de violência que destruiu a vida de sua mãe. E hoje, o que todos os amigos e familiares de Aline querem, além da justiça, é que as mulheres saibam que maquiagem é apenas mais um dom, um talento, e nunca uma ferramenta para encobrir a violência doméstica.

E essas são as últimas notícias que temos do caso. Aline Gomes de Souza foi mais uma vítima de feminicídio. Isso aconteceu aqui no Brasil. Deixe mensagens aqui nos comentários de apoio à família de Aline, que possivelmente estão assistindo a esta história e precisam desse apoio. Curta esta história, compartilhe e siga a página para apoiar meu trabalho. E isso é tudo, até a próxima história. Beijos.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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