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“ELA ENFRENTOU MOMENTOS MUITO DIFÍCEIS ANTES……..”

A história completa

Amélia Vitória de Jesus tinha apenas 14 anos quando tudo aconteceu, em novembro de 2023. Ela morava com seus pais, Cristina e William, e os seus dois irmãos — um mais velho e uma caçula — em Aparecida de Goiânia, um município em Goiás com aproximadamente 550.000 habitantes. Os pais da Amélia tinham muito orgulho da filha, pois ela era uma menina muito querida por todos e, além de só tirar boas notas na escola, ela era muito alegre, carinhosa e brincalhona. A família era muito unida, principalmente os irmãos, que sempre brincavam juntos, e todos eram muito instruídos, tranquilos e não davam trabalho aos pais.

A Amélia morava com a família há 5 anos no Jardim Esplanada, em Aparecida de Goiânia, e, após a casa onde eles moravam de aluguel ser vendida, eles precisaram se mudar para outra residência. Essa, bem maior e mais distante da escola dos irmãos. Após a mudança, a Amélia, que estudava na Escola Municipal Sebastiana Lourenço Camilo, buscava a irmã de 9 anos todos os dias de bicicleta na Escola Municipal Professora Vinovita Guimarães da Silva, no Residencial Astória. O sonho da Amélia era ser veterinária, já que ela amava os animais, e podemos confirmar isso com as diversas fotos dela junto com cães e gatos.

A sua mãe contou que sempre que a filha encontrava algum animalzinho abandonado, ela o levava para casa para cuidar e dar amor. Seu pai inclusive falava para a filha se tornar médica e a incentivava a cuidar das pessoas, mas a Amélia sempre entendeu que os animais eram mais dóceis do que os seres humanos, que eram uma espécie ruim. A Amélia e os seus dois irmãos sempre cuidavam muito um do outro, e a família descreveu a menina como um ser de luz, muito companheira, do sorriso lindo e muito humilde.

No dia 30 de novembro de 2023, era para ser mais um dia normal na vida da Amélia. Ela saiu de casa para ir buscar a sua irmã na escola durante a tarde; no entanto, o trajeto que geralmente era feito de bicicleta foi feito a pé, uma vez que a bicicleta da Amélia estava quebrada. Quando ela saiu de casa, avisou a tia que não levaria o celular porque estava chovendo, mas a família nem se preocupou, porque ela já fazia aquele caminho há três meses e nunca teve problemas.

No entanto, algum tempo se passou e a Amélia não voltou para casa com a irmã. A família começou a se preocupar quando a caçula ligou da escola e informou que a Amélia não tinha aparecido para ir buscá-la. A diretora da escola, ao saber do estranho sumiço, avisou aos pais para tomarem cuidado com os seus filhos, já que, nas semanas anteriores, um homem desconhecido estava fazendo rondas pela escola. Os pais da Amélia, por conta disso, estavam até entrando em contato com serviços de van escolar para fazer o transporte das filhas, preocupados com a segurança das irmãs. Mas, infelizmente, não deu tempo.

Os familiares imediatamente entenderam que algo poderia ter acontecido com a Amélia e, então, eles refizeram todo o caminho que a garota fazia, ligaram para algumas amigas dela e até pediram as imagens das câmeras do trajeto feito por ela. Como a Amélia não voltou mais para casa, a família informou a polícia e os bombeiros iniciaram as buscas. De acordo com os familiares, a Amélia não era uma menina rebelde e não tinha motivos para fugir. Um dia se passou e a família da menina já estava totalmente desesperada com o sumiço, procurando no meio de matagais e gritando pelo nome da adolescente.

Os pais da Amélia, numa entrevista a um jornal local, pediam ajuda para encontrar a filha e ainda tinham esperanças de encontrá-la com vida. Eles disseram que estavam muito angustiados e não tinham mais vontade de viver ou de trabalhar enquanto não achassem a filha. “Eu não desejo para ninguém essa dor, estou aqui para explodir, meu coração não para de bater forte”, disse o pai da Amélia. Enquanto as buscas eram feitas, os policiais, então, puxaram as imagens das câmeras do trajeto que ela fazia e conseguiram refazer os seus últimos passos.

Nos vídeos, a Amélia aparece caminhando pelas ruas antes de desaparecer. Naquele dia 30 de novembro, ela saiu da Rua K3 às 4h36 da tarde, passando na porta de uma padaria. Alguns minutos depois, ela atravessa uma rotatória e, às 4h50, é filmada passando por um posto de gasolina. Até então, o trajeto era o mesmo que ela fazia todos os dias; no entanto, o último vídeo da adolescente é às 4h57, quando ela passa pela Rua Arminda Prates, e, depois disso, não é mais vista e não há mais vídeos dela caminhando pelas ruas. O local onde ela foi filmada pela última vez fica a apenas 10 minutos caminhando do colégio da irmã mais nova.

Os militares, então, começaram a procurar pela garota com nove equipes de bombeiros e o apoio de vários cães farejadores. Acontece que um desses cães acabou identificando o cheiro da Amélia em uma casa que ficava dentro de uma região de mata, a poucos metros da rua onde ela foi vista pela última vez. Uma perícia foi feita nessa casa na manhã do dia 2 de dezembro, um sábado, alimentando as esperanças da família de encontrá-la ainda com vida.

No entanto, ainda nesse mesmo dia, durante a tarde — dois dias após o sumiço —, moradores do bairro Parque Hayala, em Aparecida de Goiânia, denunciaram à polícia que um carro teria abandonado um corpo feminino na calçada de uma rua. Quando a polícia chegou, perceberam a semelhança do corpo com as fotos da menina desaparecida, e então o seu pai foi até o local, reconhecendo as peças de roupa que a filha vestia. “A calça é dela, o cabelo é dela, eles não querem deixar eu ver agora, só lá no IML eu vou lá, só para ter certeza. A calça fui eu que comprei”, desabafou William, pai de Amélia.

O corpo estava irreconhecível pela decomposição e envolto em um lençol, vestindo uma calça preta e uma blusa de frio azul — roupas idênticas à que Amélia vestia no dia em que desapareceu e que aparecem nas imagens das câmeras. A confirmação da identidade da Amélia aconteceu somente horas após o corpo ser encontrado, após um exame papiloscópico, ou seja, pelas impressões digitais. A família da Amélia ficou totalmente destruída quando descobriram o trágico desfecho da adolescente, dizendo que tiraram o bem mais precioso deles.

O pai da Amélia disse que o amor e o cuidado da filha ficariam para sempre em sua memória, já que ela se preocupava muito com o bem-estar de todos, inclusive fazendo o jantar da família. Os irmãos da Amélia também sofreram muito com o baque: o mais velho se culpando por não ter protegido a irmã e a mais nova não querendo nem voltar para casa por conta da tristeza de não encontrar mais a Amélia lá. Após a localização do corpo, a polícia continuou arduamente as investigações e acabou localizando, por meio de câmeras de segurança, um carro suspeito passando pela rua onde a Amélia foi encontrada, no momento em que o seu corpo foi colocado na calçada.

Com as características do veículo, um pedreiro de 47 anos foi encontrado e investigado. Os agentes investigaram o passado desse pedreiro, descobrindo que ele já havia cometido atos contra menores de idade no ano de 2022, quando cometeu o crime contra a sua própria enteada, de 15 anos, que acabou engravidando. Cães farejaram as roupas da Amélia e, em seguida, farejaram sinais de que ela poderia ter sido transportada no porta-malas do veículo desse homem. Além do carro apreendido, a polícia periciou o celular do pedreiro e encontrou conteúdo proibido.

No entanto, apesar dessas evidências contra o homem, que apresentou um depoimento um pouco contraditório, o pedreiro foi liberado pela polícia por ausência de provas. Na época, o nome e a foto do homem foram divulgados pela polícia e todos já estavam praticamente certos de que havia sido ele, causando uma enorme revolta popular. “Por mim, esse cidadão não sairia da cadeia nunca mais. Se tem alguém que mereça prisão perpétua é um cidadão que se propõe a fazer isso com uma criança de 14 anos”, disse o governador do Estado, por conta da indignação dos moradores com o crime bárbaro.

Apesar de a maioria dos laudos ainda não ter nem saído, tanto os do corpo da Amélia como os exames de DNA do pedreiro, todo mundo acreditava que sim, tinha sido o pedreiro a cometer o crime. Por causa disso, o homem teve a sua casa queimada por populares, mas o incêndio foi controlado sem grandes proporções. Quando os militares chegaram no local, havia fogo na sala e na cozinha; além disso, as chamas estavam concentradas em uma mesa e em cadeiras, mas não causaram mais estragos.

O pedreiro alugava a residência e não estava no local no momento do incêndio, o que evitou uma tragédia ainda maior. No entanto, após os laudos da perícia sobre as manchas de sangue encontradas no porta-malas do veículo dele, os materiais genéticos foram comparados e foi comprovado que o sangue não pertencia a Amélia. Por conta disso, a participação do pedreiro foi descartada, causando uma grande reviravolta para os moradores de Aparecida de Goiânia e para a família da Amélia. No dia 4 de dezembro, os laudos da perícia no corpo da jovem finalmente ficaram prontos e comprovaram o pior: ela havia sido vítima de atos não consentidos.

Pois havia a presença de material genético em suas áreas íntimas. Os policiais, então, cruzaram o material com o banco de perfis genéticos da polícia científica, acabando por encontrar, finalmente, o verdadeiro culpado pelos crimes contra Amélia Vitória e causando ainda mais revolta na família e nos moradores da cidade. O DNA encontrado batia com Janildo da Silva Magalhães, de 38 anos, que havia cometido atos não consentidos com outra jovem no ano de 2017 em Rio Verde e tinha sido preso por isso.

Naquela época, o seu material genético foi coletado e incorporado no banco genético, possibilitando à polícia localizá-lo novamente dessa vez pelo crime contra a Amélia. E ele usou inclusive o mesmo modus operandi do último crime; só que, na época, ele liberou a outra vítima, mas ceifou a vida da Amélia. Sua prisão ocorreu no dia 5 de dezembro, após os próprios familiares de Janildo Magalhães o denunciarem para a polícia. Janildo era aposentado por invalidez e possuía uma série de antecedentes criminais.

Tanto por crimes de atos não consentidos contra mulheres, furtos, roubos, tráfico e até crimes contra a vida. Ele morava com a sua mãe e a sua irmã, que, ao notarem o comportamento estranho de Janildo, denunciaram o homem à polícia. Elas desconfiaram dos horários em que ele ficou fora nos dias em que a Amélia desapareceu. O Janildo teria dito para a mãe que iria sair e que não sabia nem se voltaria vivo e, no dia seguinte, ele acabou dizendo que pintaria a sua bicicleta. Sempre que via reportagem sobre o caso da Amélia, ele ficava alterado.

Além disso, ele rasgou a camiseta que utilizou no dia dos fatos e a deixou em um canto na casa para ser queimada e descartada, mas a sua irmã foi mais rápida: recolheu os pedaços e guardou, apresentando para a polícia dias depois. A polícia acreditava que a comoção da própria família do Janildo sobre o caso influenciou ele a voltar na cena do crime para abandonar o corpo na rua, para que pudesse ser encontrado. Isso porque a sua irmã ficava dizendo que a pessoa que fez isso com a adolescente não deu à família dela nem a chance de se despedir.

O que fez com que o Janildo voltasse e arrastasse o corpo por 20 m até a calçada, enrolado em um lençol, a fim de ser encontrado. Após o Janildo ser preso, ele negou tudo a princípio, mas acabou confessando depois de os especialistas informarem sobre o DNA dele encontrado no corpo de Amélia. Ele disse à polícia que cometeu atos não consentidos com a jovem e tirou a sua vida dentro de um barracão, usando uma faca para abordar a adolescente e a levar até o local. Com o autor preso, o crime pôde finalmente ser esclarecido.

E agora é que o caso começa a ficar extremamente pesado, quando os detalhes foram divulgados. Para que esta história siga as diretrizes, alguns fatos serão omitidos. No dia 30 de novembro, após a Amélia sair para ir buscar a irmã mais nova no colégio, ela foi abordada pelo Janildo, que tinha o costume de sair de bicicleta e praticar furtos e roubos pela região. No entanto, ao avistar a adolescente sozinha, ele a abordou com uma faca e a levou até um matagal, onde cometeu atos não consentidos pela primeira vez.

Amélia estava paralisada de medo e, por isso, seguiu exatamente as ordens do Janildo. Após esse primeiro ato não consentido, o Janildo colocou a garota no cano da sua bicicleta e fez um percurso de aproximadamente 6 km com ela, até chegar naquele local que ele usava como esconderijo para usar drogas e colocar objetos roubados. Durante o trajeto, os dois, inclusive, são registrados por uma câmera de segurança onde ele anda com a menina na bicicleta.

No meio do percurso, ele ainda obriga a garota a descer durante uma subida e a empurrar a bicicleta para ele. Quando chegaram no imóvel abandonado, o Janildo teria continuado com os atos não consentidos durante toda a noite, por mais de 12 horas, e após isso, durante a manhã, ele tirou a vida da garota, usando um lençol comprimindo as vias respiratórias. No imóvel, que era um local abandonado e insalubre, foram encontradas a presença de sangue no colchão, tufos de cabelo e peças íntimas da Amélia.

O delegado contou que nas imagens era possível ver a garota paralisada de medo e que, antes de perder a vida, a Amélia sofreu muito, vivendo coisas horríveis antes do fim. Com o crime esclarecido, a polícia acreditava que novas vítimas do homem pudessem aparecer, e foi exatamente o que aconteceu. Uma outra mulher foi até a delegacia denunciar que um homem com as mesmas descrições do Janildo tentou abordá-la no dia 29 de novembro, um dia antes do crime contra a Amélia.

O local da abordagem aconteceu no mesmo bairro do caso da Amélia e o Janildo usou o mesmo modus operandi: ele obrigou a vítima a se sentar na frente da bicicleta e ele a levaria até aquela casa abandonada. No entanto, essa nova vítima disse que conseguiu fugir, pois pediu auxílio a um motociclista que passava no local. No dia 13 de dezembro, o Janildo foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes contra a Amélia, triplamente qualificados por meio cruel, emboscada e feminicídio, além de sequestro, cárcere privado, atos não consentidos e ocultação do corpo.

A primeira audiência do caso aconteceu em abril do ano seguinte, 2024, e nela foi decidido que o Janildo iria a júri popular. Os familiares da Amélia ficaram de frente com o autor do crime por meio de videochamada. A defesa do Janildo alegava que ele não respondia pelos seus atos, alegando insanidade mental. No entanto, o pai da Amélia não acreditava nessa versão, afirmando que aquele não era o primeiro crime dele. A família estava com sede de justiça e queria que o Janildo fosse preso para que nenhuma mãe passasse pelo que a mãe da Amélia estava passando: a pior dor do mundo.

Na audiência, o Janildo manteve a cabeça baixa e preferiu não responder às perguntas, usando o seu direito de permanecer calado. Como o caso é um pouco recente, o julgamento ainda não teve a data marcada, mas, se condenado pelos crimes, a sua pena pode ser superior a 40 anos de prisão. A escola onde a Amélia estudava suspendeu as aulas devido ao luto pela estudante, já que todos os alunos estavam emocionados com a perda. Uma oração foi feita na quadra da escola e depois uma marcha foi realizada, com pessoas usando camisetas brancas, levantando cartazes e pedindo por justiça.

O corpo da Amélia foi sepultado no Cemitério Jardim da Paz e a cerimônia foi um momento de bastante emoção, já que, durante o enterro, um arco-íris apareceu no céu no exato momento do sepultamento. Para a família, o fenômeno foi um sinal divino de que a filha está em paz e ao lado de Deus. “Obrigada, Jesus, por estar aqui nesse momento tão triste e que o mal que há nesse mundo possa, enfim, acabar”, disse a mãe emocionada.

E essas são as últimas notícias que temos do caso. Assim que saírem novas informações sobre a condenação do Janildo, eu volto aqui para atualizar vocês. Amélia Vitória de Jesus foi mais uma vítima de feminicídio que aconteceu aqui no Brasil. Bom gente, essa foi a história de hoje. Comente aqui embaixo alguma mensagem de apoio para as famílias das vítimas que muitas vezes acompanham as minhas histórias. Curta, comente e compartilhe. Até a próxima história. Beijos. Siga a página.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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