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Um Governador Subiu ao Palco para Desmascarar Chico Xavier — Desceu Sem Conseguir Explicar o que Viu

O resto

Disse que ia preparar um teste que nenhum pesquisador ou informante conseguiria falsificar. Um teste tão pessoal, tão específico, tão impossível de replicar por meio de pesquisa que, se Chico acertasse, então ou havia algo que Euclides não conseguia explicar, ou havia um vazamento de informação mais sofisticado do que qualquer método de espionagem que ele pudesse imaginar.

Dois dias antes de partir para Uberaba, Euclides sentou-se sozinho no escritório da secretaria depois que todos haviam ido embora. Pegou um papel em branco, escreveu o nome de Fernanda. Embaixo do nome, escreveu a frase, a frase que ela dizia para ele toda manhã, antes do café, antes de as meninas acordarem, antes de o dia virar dia:

“O café fica melhor quando você para de contar as horas.” Dobrou o papel três vezes, colocou dentro de um envelope branco, derramou lacre de cera vermelha sobre a dobra, fechou com o polegar, guardou no bolso do paletó. Ninguém viu, ninguém estava lá. Mas antes de contar o que aconteceu no palco, precisa-se saber de uma coisa sobre a quinta-feira, véspera do evento.

Dona Isabel Ramos, senhora de cabelos brancos que frequentava o Centro Espírita Amor e Caridade havia mais de 15 anos, relatou que naquela tarde Chico Xavier havia ficado quieto depois das atividades habituais, e que havia dito para ela, sem que ninguém tivesse mencionado a visita do secretário planejada para o dia seguinte:

“Amanhã vai vir um homem com muita dor. Muita dor que virou raiva. Precisa de ajuda, mas ainda não sabe disso.” Dona Isabel não disse nada para ninguém na época, só contou para Dário Moura anos depois, quando ele foi a Uberaba fazer perguntas. E isso era só o começo, porque o que vem agora é ainda mais forte.

Há pelo menos quatro coisas que ninguém presente naquela noite de novembro conseguiu explicar depois. A primeira é o que Chico Xavier escreveu nos primeiros 30 segundos de sessão, antes que Euclides tivesse dito uma única palavra ou dado qualquer instrução. A segunda é o que o grafólogo encontrou na análise técnica do texto psicografado: algo tão fora dos padrões que o levou a rasgar as próprias anotações, com 22 anos de formação, embaixo do braço.

A terceira é a frase que Chico produziu no papel entregue a Euclides, uma frase que existia só dentro da cabeça de um homem e de uma mulher morta havia 7 anos. E a quarta, a mais pesada de todas, é o que aconteceu em 1982, 11 anos depois, quando Euclides voltou a Uberaba com o mesmo envelope lacrado, levado pela razão mais amarga que um pai pode ter.

O Centro Espírita Amor e Caridade ficava numa rua de paralelepípedos, no bairro Abadia, em Uberaba. Uma casa branca com caixilhos azuis e um jardim de gerânios vermelhos na entrada. A sala principal tinha capacidade para 60 pessoas sentadas, mas naquela noite havia quase 90. O cheiro era de madeira velha e flores de laranjeira. As cadeiras rangiam com cada movimento de corpo.

Numa mesa coberta por pano branco, havia uma jarra de água, dois copos e uma pilha de papel em branco. Euclides chegou às 18:30. Ficou de pé perto da parede do fundo, com os braços cruzados, observando a sala encher. Renato Vasconcelos, o grafólogo contratado em Belo Horizonte, ficava ao lado com um bloco de notas de couro e um estojo de instrumentos de análise que parecia coisa de médico-legista.

Dário Moura ficou entre os dois, olhando para o ambiente. Disse anos depois que a sala tinha um tipo de silêncio que não era só ausência de barulho, era presença de outra coisa. Não soube nomear o que era. Chico Xavier chegou às 18:45. Terno escuro, gravata marrom, os óculos de aros finos levemente embaçados pelo calor da sala.

Caminhou devagar entre as cadeiras, cumprimentando pessoas pelo nome, parando para apertar a mão de um senhor mais velho, dizendo alguma coisa em voz baixa para uma mulher que segurava um lenço dobrado. Sentou-se à mesa sem pressa. Alguém lhe ofereceu água, agradeceu e disse que ia tomar depois. A sessão começou às 19:12.

Houve uma oração de abertura, depois silêncio. Chico fechou os olhos, colocou a caneta sobre o papel, ficou assim por quase 2 minutos e então a mão começou a mover-se. Ficou a menos de 1 m de distância, registrando o ângulo do pulso, a pressão dos dedos sobre a caneta, a velocidade e a continuidade dos traços.

Euclides continuou no fundo da sala, imóvel, com a mandíbula cerrada. A mão de Chico escrevia com uma velocidade que chamou a atenção de Dário logo nos primeiros instantes. Não a velocidade de quem pensa enquanto escreve, a velocidade de quem está copiando algo que já existe em algum lugar.

Pronto, esperando só por ser registrado. Três minutos depois de começar, Chico parou. Levantou a cabeça, abriu os olhos e olhou diretamente para o fundo da sala, na direção de Euclides, com a precisão de quem procura uma pessoa específica num espaço cheio de gente. Algumas pessoas viraram a cabeça para ver para onde Chico estava olhando. Outras ficaram imóveis.

Chico disse, num volume que alcançou toda a sala: “Tem uma mensagem aqui. A letra é de uma mulher.” “Ela diz que reconhece a voz do homem que está ali no fundo.” Euclides não se moveu. Chico olhou para o papel à frente, depois de volta para Euclides, e disse: “O nome dela começa com F.” O silêncio que caiu sobre a sala naquele momento tinha uma textura diferente, mais denso. O tipo de silêncio que aparece quando uma sala inteira para de respirar ao mesmo tempo, sem combinar.

Euclides descruzou os braços. Renato parou de anotar e olhou para o secretário. Dário Moura havia coberto sessões espíritas por 6 anos. Havia visto situações que o faziam coçar a cabeça, mas que sempre encontravam alguma janela de explicação razoável. Conhecia os truques comuns, as perguntas abertas que pareciam específicas, as respostas que qualquer pessoa com algum preparo poderia dar.

Tinha escrito sobre isso, tinha opinião formada, mas disse no relato que fez décadas depois que, quando Chico olhou para o fundo da sala e disse: “o nome começa com F”, houve algo no tom que não cabia dentro do que ele sabia. O que o perturbou foi anterior à própria mensagem, o jeito como Chico olhou, sem hesitar, sem procurar, com a precisão de quem já sabe onde o outro está antes de levantar os olhos.

Chico não estava procurando, sabia. Dário Moura disse num relato que fez anos depois para um grupo de pesquisadores espíritas, que foi naquele momento que ele soube que a noite não ia terminar do jeito que Euclides havia planejado. Não pela mensagem em si, pela expressão de Euclides, que era a expressão de um homem que acabou de ver acontecer uma coisa que construiu uma vida inteira para provar que era impossível.

Chico pegou outro papel em branco e voltou a escrever. Dessa vez, por quase 4 minutos sem interrupção, a mão cobrindo as linhas com uma continuidade que não deixava espaço para a hesitação. Quando parou, dobrou o papel ao meio com cuidado, olhou para a sala e pediu que alguém o entregasse ao homem ao fundo.

Dona Isabel Ramos levantou-se, pegou o papel dobrado, caminhou até Euclides e estendeu o papel. Ele olhou para a folha por um segundo antes de pegá-la. Ficou com o papel fechado na mão por quase um minuto, olhando para ele sem abrir. E então disse em voz muito baixa para Dário, que estava ao lado: “Espera”. Caminhou até o banheiro do centro, um cômodo pequeno no corredor lateral, e trancou a porta por dentro.

Ficou lá por 11 minutos. Renato ficou do lado de fora da porta sem entender o que estava acontecendo. Dário ficou no lugar, olhando para a porta fechada. A sala esperou em silêncio. Quando Euclides saiu, o rosto estava sem cor. Dário, que o conhecia havia três anos, disse que nunca havia visto aquele homem com aquela expressão.

Descreveu como a expressão de quem acabou de ver o chão desaparecer, mas que ainda precisa fingir que está de pé porque tem gente olhando. Euclides foi direto até a mesa de Chico Xavier, colocou o papel aberto na frente dele, olhou para os óculos de Chico e disse:

“Você sabia da Fernanda antes de hoje?” Chico olhou para o papel, depois para Euclides. Respondeu com calma que, segundo quem estava próximo o suficiente para ouvir, parecia vir de outro lugar. “Eu não sabia de nada, meu filho. Eu só anoto o que vem.” Euclides ficou olhando para ele por um tempo que, segundo Dário, foi longo demais para ser confortável. Depois, tirou o envelope do bolso do paletó.

O envelope branco, com o lacre de cera vermelha ainda intacto. Colocou-o sobre a mesa na frente de Chico e disse: “Psicografe para mim o que está dentro desse envelope.” A sala inteira esperou. Chico olhou para o envelope por um longo tempo sem tocá-lo, e então disse algo que Dário Moura recordou palavra por palavra: “Eu não preciso abrir isso.

Mas se você quer que eu escreva de novo, escrevo. Só que desta vez o papel precisa ficar guardado. Você não vai entender hoje o que está aqui. Vai entender em outro momento.” Euclides olhou para Renato, olhou para Dário, olhou para a sala cheia de pessoas que o observavam em silêncio. Guardou o envelope de volta no bolso do paletó.

Disse “obrigado” para Chico com uma voz que Dário descreveu como pequena demais para um homem daquele tamanho e foi embora sem dar nenhuma declaração, sem falar com os repórteres, sem olhar para Renato. Na rua de paralelepípedos, o ar da noite de novembro de Uberaba era frio e cheirava a terra molhada. Dário tentou conversar.

Euclides ficou calado até chegarem ao carro. Só então disse: “O que estava escrito naquele papel, ninguém poderia saber. Ninguém.” Antes de dormir naquela noite de sexta-feira, num quarto de pensão de Uberaba com o ventilador barulhento na janela, Dário abriu o bloco de anotações e ficou olhando para o que havia escrito durante a sessão.

Observações sobre o ambiente, as horas, as reações de Euclides, a frase que Chico havia dito sobre o nome começar com F e, mais abaixo, uma pergunta que havia escrito para si mesmo antes de lembrar que era jornalista: “Como ele sabia para onde olhar?” Fechou o bloco, apagou a luz. No dia seguinte, Renato Vasconcelos pediu o texto psicografado para análise antes de voltarem para Belo Horizonte.

Euclides deixou. O grafólogo passou 4 horas num quarto de pensão de Uberaba com o material. Analisou a pressão de cada letra em cada linha, a inclinação do eixo das palavras, o espaçamento entre sílabas, a velocidade estimada a partir dos traços. Comparou com amostras da caligrafia de Chico Xavier, que havia conseguido antes de viajar.

O que encontrou, segundo ele mesmo disse a Dário em particular naquele sábado de manhã, era difícil de colocar em termos técnicos sem parecer invenção. A pressão das letras variava ao longo do texto de uma forma que ele nunca havia documentado em nenhum texto produzido por uma única mão.

Em algumas linhas, a pressão era leve; em outras, firme e decidida. Em certas palavras específicas, aumentava de um jeito que não combinava com o ritmo do restante da escrita, como se, em momentos diferentes do texto, houvesse graus diferentes de urgência, de intenção, de quem estava do outro lado da caneta.

Renato rasgou as anotações na frente de Dário. Dário ficou olhando para os pedaços de papel no chão do quarto de pensão. Renato disse: “Não vou publicar nada. 22 anos de grafologia me serviram para explicar documentos e esse eu não consigo explicar. Prefiro não ter visto.” Dário guardou o texto original que Chico havia psicografado, mas também não publicou nada por quase 13 anos.

As semanas que vieram depois foram difíceis para Euclides de uma forma específica. A noite tinha sido intensa demais para pensar com clareza, mas os dias seguintes foram lentos o suficiente para pensar demais. Começou pela hipótese mais razoável: pesquisa prévia. Era um homem público. Alguém poderia ter vasculhado arquivos, encontrado alguma referência a Fernanda.

Passou três semanas verificando. Pediu ao assessor da secretaria que levantasse todos os recortes publicados sobre ele desde 1955. Encontrou menções a Fernanda em apenas um registro: o anúncio de falecimento publicado no Diário de Minas em outubro de 64. Um texto de duas linhas: nome, idade, data.

Nenhum arquivo mencionava a frase, a frase que ela dizia toda manhã antes do café, antes de as meninas acordarem: “O café fica melhor quando você para de contar as horas.” Euclides perguntou para o irmão se alguma vez havia repetido alguma coisa das manhãs de Fernanda para alguém. O irmão disse que não. Perguntou para as filhas. Eram jovens demais quando Fernanda morreu para guardar esse tipo de detalhe.

Perguntou para a sogra, já de idade, que disse que Fernanda era uma mulher de poucas palavras para o mundo de fora. A frase existia só dentro do casamento deles, dentro daquelas manhãs de 7 anos, dentro de uma cozinha em Belo Horizonte onde ninguém mais entrava, e estava escrita palavra por palavra num papel que Chico Xavier havia produzido sem nunca ter tocado no envelope.

Euclides foi além da pesquisa em arquivos. Contratou um investigador particular em Belo Horizonte com uma instrução simples: “Descubra tudo que Chico Xavier poderia ter sabido sobre Fernanda antes de novembro de 71.” O investigador trabalhou por cinco semanas. Conversou com funcionários do Centro Espírita de Uberaba, vasculhou as cartas que haviam circulado entre o centro e outros grupos espíritas de Minas Gerais, verificou se havia algum contato entre alguém do entorno de Chico e alguém do entorno de Euclides. Nos meses anteriores ao evento, não encontrou nada. O relatório final, que Dário Moura disse ter visto, ocupava seis páginas e chegava a uma conclusão a que o investigador claramente preferia não ter chegado: “Não há evidência de que Chico Xavier, ou qualquer pessoa associada a ele, tenha tido acesso a informações sobre Fernanda Marques antes de 2 de novembro de 1971.”

Euclides leu o relatório duas vezes. Guardou-o na mesma gaveta do envelope. A investigação bateu numa parede de concreto tão sólida que não havia por onde continuar. Em fevereiro de 1974, o filho mais velho de Euclides, Henrique, adoeceu. Henrique tinha 21 anos, estudante de Direito numa república com outros colegas no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte.

Começou com tosse persistente na segunda semana de fevereiro. Euclides mandou que fosse ao médico. Na terceira semana, havia febre. Na quarta semana, os médicos do hospital falavam em infecção pulmonar, que não respondia ao tratamento da forma esperada. Numa tarde de terça-feira, Henrique acordou de uma febre alta, olhou para o pai sentado na cadeira ao lado e disse com a voz fraca: “Tive um sonho com a mãe.”

Euclides ficou imóvel. Henrique disse: “Ela estava num jardim. Tinha flores vermelhas. Falou comigo, mas eu não consigo lembrar o que ela disse. Só lembro de uma palavra quando acordei.” Euclides perguntou em voz muito baixa: “Que palavra?” Henrique disse: “Uberaba”. Em julho de 1982, o filho mais velho de Euclides, agora com 30 anos, casado e com um filho de 2 anos, foi diagnosticado com uma massa no lobo temporal esquerdo, inoperável na posição em que estava.

Segundo a equipe que havia feito os exames, Euclides voltou a Uberaba com o envelope. O mesmo envelope branco, com o mesmo lacre de cera vermelha, com o papel dobrado dentro que havia sido escrito 11 anos antes. Chico Xavier tinha 82 anos naquele julho de 82. Ainda recebia no centro, ainda psicografava.

Quando Chico chegou à altura da fileira onde Euclides estava sentado, ele parou, olhou para Euclides e disse num volume baixo, mas audível para quem estava ao lado: “Você voltou. Eu já estava esperando.” Euclides levantou-se, segurou o envelope com as duas mãos e disse: “Meu filho está doente. Preciso de ajuda.” Chico olhou para o envelope, depois para Euclides, e disse: “Eu sei do Henrique.

Ele vai passar por isso, mas antes ele precisa receber o que a mãe dele ainda tem para falar com ele.” Chico foi até a mesa, sentou-se, pegou papel e caneta, fechou os olhos. A mão começou a mover-se com a mesma velocidade de 11 anos antes. Escreveu durante 6 minutos. Quando parou, separou as folhas em duas pilhas, empurrou uma pilha para o lado de Euclides e disse: “Essa é para você.

Leia sozinho. A outra é para o Henrique. Leia para ele quando ele estiver com clareza na cabeça. Com calma.” Euclides pegou o envelope, rompeu o lacre de cera vermelha, abriu o envelope pela primeira vez em 11 anos. Tirou o papel que havia escrito de próprio punho no escritório da secretaria em Belo Horizonte, em novembro de 71, antes de sair para Uberaba. Colocou os dois textos lado a lado sobre a mesa. O que havia escrito em 71 com o nome de Fernanda e a frase.

E o que Chico havia escrito naquela manhã de julho de 82. A mesma frase, palavra por palavra. Euclides ficou olhando para os dois papéis por um longo tempo. Chico respondeu sem pressa: “O tempo lá não funciona igual ao nosso, meu filho. O que eu escrevi naquela noite de novembro e o que escrevi hoje vem do mesmo lugar.

Para eles não passaram 11 anos. Para eles foi a mesma tarde.” Três semanas depois dessa conversa, os médicos de Belo Horizonte fizeram novos exames em Henrique. A massa havia reduzido. A redução era pequena, mas consistente, mensurável. Em janeiro de 1983, uma equipe cirúrgica de São Paulo avaliou os exames atualizados.

Concluíram que a posição havia mudado o suficiente para tornar uma intervenção tecnicamente possível. A cirurgia aconteceu em março de 83. Henrique viveu mais 28 anos depois da cirurgia. Euclides Marques subiu ao palco em novembro de 71 para provar que Chico Xavier era uma fraude. Saiu do palco sem conseguir explicar o que viu.

Levou o envelope para Belo Horizonte, guardou-o por 11 anos e voltou a Uberaba com o mesmo envelope, levado por um filho doente e por uma pergunta que ele havia parado de fazer em voz alta, mas que nunca havia parado de fazer por dentro. Saiu de lá com a mesma frase de Fernanda, escrita duas vezes por um homem que não havia aberto o envelope. Separados 11 anos entre os dois textos. Mas que havia dito naquela tarde em Uberaba, com a calma de quem fala de algo que já aconteceu: “Para eles foi a mesma tarde.” Chico Xavier morreu em 30 de junho de 2002 em Uberaba, no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo. Tinha 92 anos. Esta é uma história inspirada no universo espiritual de Chico Xavier, criada com fins reflexivos. Siga a página.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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