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O Serial Killer de Contagem-MG | Marcos Antunes Trigueiro

TERROR EM MINAS: O “MANÍACO DE CONTAGEM”, CINCO MULHERES MORTAS E O ERRO INACREDITÁVEL QUE FINALMENTE LEVOU A POLÍCIA ATÉ ELE

 

Durante meses, mulheres desapareceram em circunstâncias assustadoramente semelhantes na região de Contagem e Belo Horizonte, em Minas Gerais. Algumas estavam indo trabalhar. Outras voltavam para casa ou seguiam para compromissos comuns de suas rotinas. Todas, porém, acabariam ligadas a uma investigação que revelou um dos casos criminais mais perturbadores já registrados no estado.

No centro dessa história estava Marcos Antunes Trigueiro, homem que posteriormente ficaria conhecido como o “Maníaco de Contagem”.

 

O que inicialmente parecia uma série de crimes separados, ocorridos em diferentes locais e investigados por delegacias distintas, começou pouco a pouco a revelar um padrão difícil de ignorar. As vítimas eram mulheres. Eram abordadas dentro ou próximas de seus próprios veículos. Depois desapareciam. Seus corpos acabavam encontrados em carros ou regiões afastadas.

E havia outro detalhe extremamente importante.

Marcos Trigueiro, o Maníaco de Contagem, foi solto e agora é Uber?

Objetos pessoais, especialmente os celulares das vítimas, desapareciam.

Durante algum tempo, porém, ninguém sabia quem estava por trás daquela sequência.

Até que um erro aparentemente banal mudou tudo.

 

CINCO MULHERES, CINCO FAMÍLIAS E UMA REGIÃO TOMADA PELO MEDO

 

De acordo com a narrativa do caso, cinco mulheres foram associadas à sequência de crimes atribuída a Marcos Antunes Trigueiro.

A primeira vítima mencionada foi Adna Feitor Porto, de 34 anos.

Em 26 de janeiro de 2009, Adna saiu para visitar clientes de uma loja de gesso da qual era proprietária. Ela desapareceu antes de conseguir chegar ao primeiro compromisso.

 

Seu carro foi localizado abandonado em Belo Horizonte.

Já seu corpo somente seria encontrado aproximadamente um mês depois, numa região rural de Sarzedo, próximo às margens de um rio.

A investigação apontou sinais de violência sexual e estrangulamento.

 

Durante entrevistas posteriores, Marcos tentou apresentar uma versão na qual teria ocorrido consentimento. Entretanto, conforme o próprio relato do caso destaca, as evidências encontradas no corpo de Adna contradiziam essa narrativa.

Parecia um crime brutal, mas isolado.

Não era.

Apenas alguns meses depois, uma nova família seria atingida.

 

ANA CAROLINA E O DETALHE QUE CHOCOU ATÉ INVESTIGADORES

 

Em 16 de abril daquele mesmo ano, Ana Carolina Menezes Assunção, comerciante de apenas 27 anos, desapareceu quando iria buscar a mãe no trabalho.

Dentro do carro havia algo que tornaria a situação ainda mais angustiante.

Seu filho tinha apenas um ano e dois meses.

Segundo o relato, Ana Carolina foi encontrada no mesmo dia dentro do próprio veículo. Ela havia sido estrangulada com um cadarço e apresentava sinais de violência sexual.

 

O menino, entretanto, estava vivo.

A criança foi encontrada junto ao corpo da mãe e não apresentava sinais de agressão física.

A cena causou profunda comoção.

 

Como alguém poderia atacar uma mulher sabendo que o filho pequeno estava ali?

Essa pergunta acompanharia a família por anos.

E o medo estava apenas começando.

 

CINCO MESES DEPOIS, UMA NOVA MULHER DESAPARECE

 

Em setembro de 2009, Maria Helena Lopes Aguilar, de 48 anos, também desapareceu.

Maria Helena era empresária, mãe de dois filhos e proprietária de lojas de confecção.

Segundo a reconstrução apresentada no material, ela estava voltando para casa quando foi abordada.

 

No dia seguinte, familiares conseguiram localizar seu veículo utilizando o GPS.

O carro estava no bairro Califórnia, em Belo Horizonte.

No banco traseiro, estava Maria Helena.

 

Ela havia sido morta utilizando o próprio cinto de segurança e também apresentava sinais de violência sexual.

Aquela altura, três mulheres já haviam sido atacadas em circunstâncias que apresentavam semelhanças perturbadoras.

Mas a conexão entre todos os episódios ainda não estava totalmente estabelecida.

Então veio o quarto desaparecimento.

 

NATÁLIA SAIU PARA O PRIMEIRO DIA NO NOVO EMPREGO — E NUNCA CHEGOU

 

No dia 7 de outubro, Natália Cristina de Almeida Paiva, de 27 anos, saiu de casa para começar em um novo emprego.

Ela era estudante de Direito e mãe de duas crianças.

Natália desapareceu.

Seu corpo seria localizado semanas depois, mas uma sequência de desencontros de informações ampliou ainda mais o sofrimento da família.

 

Segundo o relato, o corpo chegou ao Instituto Médico Legal sem identificação adequada e acabou registrado como indigente.

Enquanto isso, seus familiares continuavam procurando.

Somente meses depois, em fevereiro de 2010, após a exumação e novos procedimentos de identificação, a família recebeu a confirmação.

 

Aquele corpo era de Natália.

Apesar de ser considerada a quarta vítima da sequência, ela acabou sendo a última das cinco mulheres a ser formalmente identificada.

Mas antes que isso acontecesse, ainda haveria outro crime.

 

O QUINTO CASO TROUXE UMA PISTA INESPERADA

 

Em 11 de novembro de 2009, desapareceu Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, contadora de 35 anos.

Ela estava a caminho de uma faculdade, onde teria uma reunião relacionada ao mestrado.

Seu veículo foi localizado no bairro Industrial, em Contagem.

 

Edna foi posteriormente encontrada sem vida em uma estrada de terra que ligava o bairro Jardim Canadá à BR-040.

Segundo o relato, ela havia sido estrangulada utilizando um objeto que estava dentro de seu próprio carro.

Na investigação do veículo, porém, surgiu um elemento incomum.

 

Havia material biológico espalhado pelo estofamento.

Naquele momento, ninguém poderia imaginar como aquela evidência acabaria ganhando importância mais tarde.

O ano de 2009 chegava ao fim com cinco mortes apresentando semelhanças impressionantes.

Ainda assim, o suspeito permanecia livre.

 

O DNA COMEÇOU A JUNTAR AS PEÇAS

 

Nas cenas dos crimes, investigadores recolheram fios de cabelo e outras amostras biológicas.

Os materiais foram enviados para análise.

O resultado mudou completamente a dimensão da investigação.

 

As evidências coletadas em diferentes casos apontavam para a mesma pessoa.

Ou seja: não eram cinco criminosos diferentes.

A polícia provavelmente estava diante de um único autor.

 

O grande problema era descobrir quem.

Uma dificuldade mencionada no relato era a divisão das investigações. Como os crimes haviam ocorrido ou sido descobertos em regiões diferentes, diferentes unidades policiais estavam trabalhando separadamente.

Com isso, informações importantes demoraram a ser cruzadas.

 

A entrada da criminóloga Ilana Casoy na análise ajudou a destacar elementos em comum entre os casos.

As mulheres eram abordadas em seus carros.

Sofriam violência.

 

Eram mortas de maneira semelhante.

Os corpos muitas vezes permaneciam nos próprios veículos ou eram abandonados sem grandes tentativas de ocultação.

Além disso, havia um elemento recorrente.

 

Os celulares desapareciam.

Para os investigadores, aqueles telefones poderiam funcionar como uma espécie de “troféu”.

E justamente um desses aparelhos acabaria levando a polícia diretamente até o suspeito.

 

O ERRO QUE MARCOS NÃO PODIA IMAGINAR

 

Depois de um crime, Marcos teria ficado com o celular de uma das vítimas.

Então tomou uma decisão surpreendente.

Entregou o aparelho para sua própria esposa.

Segundo o relato, disse que havia recebido o telefone como pagamento por um serviço.

 

Sem saber da verdadeira origem daquele aparelho, a mulher colocou um novo chip e começou a utilizá-lo.

Foi o suficiente.

O telefone havia sido registrado como roubado.

 

Quando voltou à rede com uma nova linha, sua ativação gerou informações que chegaram às autoridades.

Os investigadores verificaram os dados cadastrados pela nova usuária.

Inicialmente, nada parecia suspeito.

Maníaco de Contagem foi preso com ajuda de especialista em assassinos em  série – Noticias R7

Mas então descobriram que ela era casada com Marcos Antunes Trigueiro, homem que já possuía registros policiais anteriores.

De repente, todas as atenções se voltaram para ele.

O objeto que teria sido levado de uma vítima como lembrança acabou se transformando na pista que ajudaria a polícia a chegar até o suspeito.

 

A POLÍCIA CHEGA À CASA — E MARCOS ESTÁ ESCONDIDO

 

Em 24 de fevereiro de 2010, policiais chegaram à residência de Marcos no bairro Industrial, em Contagem.

Sua esposa atendeu a porta.

Dentro da casa, os agentes procuraram pelo suspeito.

Marcos foi encontrado escondido embaixo da cama.

 

Ele tinha 31 anos — próximo de completar 32 — quando foi preso.

Mas ainda aconteceu algo que chamou profundamente a atenção dos investigadores.

Durante a prisão, Marcos revelou que utilizava uma bolsa de colostomia.

Imediatamente, os policiais se lembraram do material biológico encontrado no veículo de Edna.

 

A coincidência era forte demais para ser ignorada.

Posteriormente, exames de DNA citados no relato confirmariam a ligação entre Marcos e materiais encontrados nos casos.

A investigação começava finalmente a encontrar respostas.

 

O MODUS OPERANDI REVELADO NOS DEPOIMENTOS

 

A partir dos depoimentos atribuídos ao próprio Marcos, investigadores reconstruíram a dinâmica dos crimes.

Ele abordaria as mulheres simulando ou anunciando um assalto.

Depois assumia o controle do veículo.

As vítimas eram levadas para regiões afastadas.

 

Após os ataques, segundo sua própria versão, ele dizia às mulheres que poderiam se vestir e ir embora.

Era justamente nesse momento, porém, que ele as matava.

Em entrevistas posteriores, Marcos tentou explicar seus atos dizendo que seria dominado por uma suposta “força do mal”.

Investigadores, entretanto, questionaram fortemente essa narrativa.

 

Edson Moreira, que dirigia o Departamento de Homicídios na época, descreveu Marcos como um indivíduo frio e calculista e afirmou não acreditar plenamente nas explicações apresentadas por ele.

Mas existia ainda uma descoberta perturbadora.

2009 não teria sido seu primeiro contato com a Justiça.

 

UM PASSADO CRIMINAL QUE VOLTOU À TONA

 

Anos antes, em setembro de 2004, Marcos já havia sido relacionado a um caso envolvendo o taxista aposentado Odilon Eustáquio Ribeiro, de 59 anos.

Segundo o relato, Odilon teria sido abordado por dois homens que solicitaram uma corrida.

No caminho, ocorreu um assalto.

Marcos inicialmente confessou participação no crime e chegou a falar sobre o episódio em entrevista.

 

Posteriormente, porém, mudou sua versão.

Naquele momento, diante da avaliação de que não existiam provas suficientes para mantê-lo preso especificamente como executor, foi expedido um alvará de soltura.

Mais tarde, outros episódios violentos também seriam associados ao seu nome, embora nem todos tenham resultado em condenações.

Entre eles estava a morte de uma criança de três meses que Marcos havia registrado como filha. Segundo o material, não houve elementos suficientes naquele momento para formalizar acusação contra ele pela morte do bebê.

 

O histórico levantado posteriormente tornaria o caso ainda mais inquietante.

Quantas tragédias poderiam ter sido evitadas?

A pergunta permanece dolorosa principalmente para as famílias das mulheres mortas em 2009.

 

JULGAMENTOS SE ESTENDERAM POR ANOS

 

Os crimes foram julgados separadamente.

Marcos enfrentou diferentes júris ao longo dos anos seguintes.

Houve julgamentos envolvendo Ana Carolina, Maria Helena, Edna, Natália e Adna, além do processo relacionado à morte do taxista Odilon.

 

O último julgamento citado no material aconteceu em 2018, relacionado ao assassinato de Adna.

Ao final dos processos descritos, Marcos foi considerado culpado e as penas acumuladas chegaram a 206 anos de prisão.

Uma sentença gigantesca.

Mas existe um detalhe que inevitavelmente provoca dúvidas entre quem conhece a história.

 

Segundo o transcript, considerando as regras legais aplicáveis à época, existiria a possibilidade de ele alcançar a liberdade após cumprir o limite máximo então previsto para prisão efetiva, levando a uma eventual perspectiva mencionada para aproximadamente 2040 caso fossem preenchidos os requisitos legais.

Isso, porém, não significa liberdade automática.

Qualquer situação futura depende da legislação aplicável, do cálculo de pena e das decisões do Judiciário.

 

CINCO NOMES QUE NÃO PODEM SER ESQUECIDOS

 

Casos envolvendo criminosos em série muitas vezes acabam transformando o agressor no centro de toda a narrativa.

Mas por trás do apelido “Maníaco de Contagem” existiram mulheres reais.

Adna Feitor Porto.

Ana Carolina Menezes Assunção.

 

Maria Helena Lopes Aguilar.

Natália Cristina de Almeida Paiva.

Edna Cordeiro de Oliveira Freitas.

E existiram famílias que receberam telefonemas que ninguém gostaria de receber.

 

Filhos ficaram sem mães.

Pais perderam filhas.

Irmãos perderam irmãs.

O impacto não terminou quando Marcos foi preso.

 

Para quem perdeu alguém, nenhuma condenação de dezenas ou centenas de anos consegue reconstruir completamente o que foi destruído.

Talvez seja exatamente por isso que o caso ainda cause tanto choque anos depois.

Não apenas pela quantidade de crimes.

Não apenas pela violência.

 

Mas também pela sucessão de oportunidades em que o suspeito esteve próximo do sistema de Justiça antes de finalmente ser identificado como responsável pela sequência que aterrorizou Minas Gerais.

No fim, um celular levado de uma das vítimas ajudou a quebrar o ciclo.

O aparelho foi entregue à esposa.

 

Foi ativado.

A informação chegou à polícia.

E aquilo que aparentemente seria apenas mais um objeto roubado acabou ajudando investigadores a chegar ao homem que procuravam.

Marcos Antunes Trigueiro permanece preso, segundo o relato, em uma ala separada do sistema penitenciário de Minas Gerais. Ele afirma que mudou e que encontrou paz durante os anos de reclusão.

 

Mas para as famílias das vítimas, existe uma realidade impossível de apagar.

Cinco mulheres saíram de casa para realizar tarefas absolutamente comuns.

Uma ia trabalhar.

Outra visitaria clientes.

 

Outra buscaria um familiar.

Nenhuma delas imaginava que aquele seria o último compromisso de sua vida.

E foi justamente essa normalidade interrompida de maneira brutal que transformou o caso do Maníaco de Contagem em uma das histórias criminais mais assustadoras de Minas Gerais.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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